A importância das células

Discipulado

Na Grande Comissão, registrada em Mateus 28.19-20, o único imperativo é: “fazei discípulos”. Os outros três verbos: “indo”, “batizando” e “ensinando” são particípios que nos dizem onde e como levar adiante a missão de fazer discípulos, que é a ênfase e o coração da Grande Comissão. A obra do discipulado não pode ser meramente mais uma tarefa no quadro de atividades de uma igreja, antes, fazer discípulos deve ser a tarefa primordial em torno da qual giram todas as demais atividades.

Cristo deu-nos não apenas uma mensagem de reconciliação, mas também um método.  Jesus não nos disse apenas o que fazer, mas Ele também nos mostrou como. Em João 17.4, Jesus ora ao Pai dizendo: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer”. Qual teria sido esta obra? Não estava falando de sua morte, pois, , no momento em que proferiu tais palavras, ela ainda não havia sido consumada. Com certeza tratava-se de seu ministério de fazer discípulos. O contexto de todo capítulo gira em torno do seu ministério entre seus discípulos. Neste sentido é muito interessante o que lemos no v. 18: “Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.” Jesus glorificou Seu Pai fazendo discípulos e a Igreja glorificará a Deus fazendo o mesmo.

Em “O Plano Mestre de Evangelismo”, Coleman defende esta mesma tese de que o Discipulado foi a estratégia evangelística de Jesus; o modelo que ele nos deixou: “Tudo começou quando Jesus chamou alguns poucos homens para que O seguissem. Isso revelou, de imediato, a direção que a Sua estratégia evangelística assumiria, porquanto a Sua preocupação não era com programas para atingir as multidões, e, sim, com homens a quem as multidões seguiriam. Por mais notável que isso pareça, Jesus começou a reunir esses homens antes que houvesse organizado qualquer campanha evangelística, ou antes que houvesse feito qualquer sermão público. Homens seriam o Seu método de conquistar o mundo para Deus.” E, em um outro trecho, ele afirma: “Jesus devotou a maior parte de Sua vida restante na terra àqueles poucos discípulos. Literalmente, Ele arriscou neles todo o Seu ministério”

Uma preocupação centralizada em números produz um evangelismo irresponsável. A membresia pode até crescer, mas haverá muita gordura, muito inchaço. Quantidade sem qualidade. Barulho, muita agitação, acaba chamando à atenção para si para sua própria vergonha, quando não há transformação substanciosa à ser apresentada. O que dizer do futuro?! “Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” Jesus não disse que nossa tarefa se restringia a ganhar almas, pelo contrário, evangelizar é só o começo da grande missão que temos de fazer discípulos de todas as nações. Se não estamos preparados e dispostos à discipular, não devemos, então, evangelizar. Do mesmo modo, um casal que não está preparado e disposto a criar e educar filhos, não deveria tê-los. Dar à luz a filhos e abandoná-los no mundo é um crime!

Não tenho nada contra quantidade, mas devemos primar pela qualidade. Lembrando que qualidade produz quantidade de modo natural e constante. Os resultados numéricos ao final do ministério terreno de Cristo não são muito alvissareiros, como muitos gostariam. Um pouco mais de “quinhentos irmãos” o viram após Sua ressurreição, e apenas cento e vinte estavam reunidos em Pentecostes.

Ele se concentrou em poucos. A maior parte do seu tempo foi dedicado aos discípulos. E, em consequência, o Evangelho chegou até nós. Jesus se preocupava com as multidões: “Vendo Ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não tem pastor.” Esta mesma compaixão o fez voltar-se para seus discípulos: “E então se dirigiu a seus discípulos: A seara na verdade é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da Seara que mande trabalhadores para a sua seara.” Compaixão implica em se colocar no lugar do outro; sentir  o mesmo; se preocupar verdadeiramente.

Este interesse sincero pelas pessoas levou Jesus a contar com seus discípulos e com os futuros obreiros, pois Jesus sabia que, humanamente falando, Ele não poderia dar a atenção devida a cada um da multidão. Pois discipulado implica em transformação de vida: “Todo aquele que for bem treinado será como seu mestre”. Para ser como o mestre, precisa ser bem treinado. Bom treinamento envolve tempo, requer convívio: “Então designou doze para estarem com ele…” (Mc 3.14).

A educação geralmente se preocupa em fazer com que as pessoas saibam o que os seus professores sabem. A educação cristã quer ajudar as pessoas a se tornarem o que os seus professores são. Nós queremos transformação. A educação cristã quer ajudar no processo de crescimento gradual do crente em direção a Cristo e à uma exteriorização cada vez mais adequada do Seu caráter. Esta tarefa única de edificar homens e mulheres para serem iguais a Cristo é: fazer discípulos.”

Células

Pequenos grupos ou células são um método bíblico e eficaz de crescimento de igreja.. A igreja deve fazer mais e melhores discípulos. Grupos pequenos têm se mostrado o melhor método de multiplicar discípulos e líderes. Os grupos pequenos são a igreja do Novo Testamento e a igreja sadia do futuro.

Uma sugestão de como uma reunião da célula deve ser:

  •  5 min – pondo em dia as conversas;
  • 2 min – oração inicial;
  • 10 min – testemunhos, que podiam envolver canções de adoração e gratidão, e palavras de apreço um pelo outro;
  • 30 min – abrir a Bíblia para extrair algo a ser aplicado no dia a dia – 3 perguntas: 1) o que o texto diz? 2) O que significa(ou)? 3) O que significa para nós hoje – A idéia é aprendermos juntos o que a Bíblia diz com a forte intenção de obedecer e viver aquilo; não é despejar conhecimento, é aprendizado mútuo;
  • 10 min – O que você fez desde o nosso último encontro em relação ao que foi aprendido (supervisão) – O grupo deve se conhecer bem para exercer estimulo e mútua fiscalização, em amor;
  • 10 min – oração específica em favor de cada indivíduo do grupo, visando sua vitória espiritual sobre os empecilhos ao seu desenvolvimento e santidade.

O grupo deve ter um líder e um aprendiz (futuro líder). Um grupo não deve ir muito além de 12 pessoas, pode ser sinal de que é momento de dividir, se o aprendiz estiver preparado, ele pode assumir a liderança de metade do grupo e a outra metade segue com o líder.

A igreja deve ser conhecida como lugar de cuidado e atenção, e não apenas como lugar de ensino e pregação. Nossa ênfase não deve ser acadêmica, pois caráter e maturidade cristã não podem ser medidos por avaliações escolares.

Participe de uma de nossas células. Entre em contato com a Pra. Ana Maria para descobrir onde se reúne a célula mais próxima de sua residência ou trabalho.

Telefone: 2276.4885 (horário comercial) ou por e-mail imelmirandopolis@gmail.com

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